segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Queijo


Comecemos pelo mais falado, o da Serra da Estrela. Diz-se que as mãos das pessoas que o fabricam devem estar frias e que, quando chega à mesa, deve ser cortado de um modo especial a finalidade de ser bem aproveitado. Mas não nos damos ao luxo de só este possuir, pois da fama não se livra o queijo da ilha dos Açores, ou o Liniano, que em 2002 foi um autêntico diplomata, ditando a maioria da "aceitação do Orçamento de estado do governo de Guterres". Mas não nos podemos esquecer dos alentejanos é claro. No entanto existe uma grande variedade de queijos, desde os secos até aos frescos (queijo de cabra, ovelha, ... etc.)

Pasteis de Belem



Em 1837, um frade sem trabalho (três anos depois das ordens religiosas terem sido extintas), procurou Domingues Rafael Alves, o dono de uma refinaria de açúcar de Belém e propôs-lhe vender a receita de um bolo que fazia para os seus companheiros do Mosteiro do Jerónimos. Posto esta proposta o empresário provou esta dádiva, gostou e começou a vendê-los num pequeno botequim que possuía ao lado da fábrica. Quase 2000 anos depois é um sucesso, continuando a confeitaria no mesmo local, chegando a produzir num só dia mais de 30 mil bolinhos. O chamado pastel de natal internacionalizou-se e já pode ser encontrado em Londres, Paris e Nova Iorque, China - onde possui o nome de dan-ta (paltel de ovo) -, Camboja, Singapura, Malásia, Hong Kong e Formosa. No entanto à que saber que pasteis de Belém só existem uns, e a sua receita ainda se encontra em segredo, no entanto tomem cuidado, comam, mas não exagerem...e com um pouco de canela, até deixa água na boca. hummm, delicia!

Vinho


Já dos tempos remotos, se dizia que quem beber vinho é como dar de comer a um milhão de o pessoas (Tempo de Salazar), não deixa de ter o seu que de verdade, mas nessa altura o vinho era na realidade de fraca qualidade. Hoje em dia existe uma maior área plantada e de melhor qualidade. Posto este ponto temos de dizer que somos possuidores de bons solos, vento e de sol e um apuramento de castas cada vez melhor, hoje em dia mais de 300. Facto é que nos dias de hoje possuímos vinhos cotados pelas melhores revistas de referencia com índice de 95% (numa escala de 0 a 100), e facto é, que se tivermos hipóteses de viajar por esse mundo fora, encontramos vinhos portugueses nos melhores restaurantes do mundo. Vá mas agora não abusem, que a taxa de alcoolemia permitida no sangue é baixa em Portugal!

Filigrana



A filigrana faz parte do património português. É uma arte arte ancestral que tem como centro os concelhos de Gondomar e Póvoa de Lenhoso. A filigrana possui uma variedade de formas que se estendem desde as arrecadas e argolas aos corações filigranados. Muitas vezes visto como posição social a filigrana transformou-se em ornamentos únicos, a maior parte das vezes utilizados em ocasiões festivas. Um grande exemplo disso são as festas de Santa Luzia, em Viana do Castelo, uma das grandes oportunidades de ver desfilar espécies assombrosas desta arte que encanta qualquer pessoa.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Elevador da Glória


Um elo de ligação entre a Liga dos Restauradores e o Bairro Alto, tendo comemorado recentemente 125 anos da sua existência. Foi um património projectado por Raoul Mesnier du Ponsard, portuense. Inicialmente em 1885, era movido a água, como muitos outros da mesma autoria, ou seja o elevador tinha na sua constituição um depósito (de água) no carro que estava em cima,que quando descia por contrapeso, puxava o carro de baixo. Nos últimos anos do século XIX veio a tracção por vapor e em 1915 a electricidade. No decorrer dos anos chegamos a 1926 e este passou para a posse da Carris, que o reabilitou, pintando-o de amarelo, ganhando o aspecto actual. Estatisticamente transporta cerca de três milhões de passageiros por ano e foi elevado Monumento Nacional em 2002.

Calçada Portuguesa


Este belo exemplar de cultura e não mais que "maravilha", pode ser encontrada desde a Praça do Rossio, em Lisboa, à rua de Cedofeita, no Porto, até ao calçadão da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro ou até mesmo no Largo do Senado, em Macau. A calçada portuguesa nasceu pelo ano de 1842, em Lisboa pela mão de presidiários, que depois de ter chegado encantou, encanto esse que até serviu de inspiração em alguns literários, como Almeida Garrett ou até mesmo Cesário Verde, que nela sentiram inspiração para a escrita de seus versos. Passados 168 anos da sua existência ainda persiste encantando turistas e tornando-se cada vez mais malandra para as senhoras de salto alto, criando encontorces e partindo tacões agulha...hahahah